A segunda vaga grassa na Europa, e em Portugal os números voltaram a atingir os recordes da Primavera, mas não são comparáveis.

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Spread the love23    9     podemos concluir que apenas 1 em cada 20 casos foram detectados na altura, ou de forma inversa, o norte teve vinte vezes mais casos que o números oficiais da época Parece que o tempo voltou para trás em alguns países da Europa, e não aprenderam nada desde então. Espanha regista novamente valores de transmissão da COVID-19 que eram vistos desde os desastrosos meses de Abril e Maio, e a subida não parece estar a dar qualquer sinal de abrandar. De relembrar que Espanha ocupa actualmente o 2º lugar os países com maior número de vítimas per capita da Europa, apenas atrás da Bélgica. No entanto, e por este andar, pode ser que Espanha ultrapasse a Bélgica nessa competição que achava ninguém querer vencer. Aparentemente, em Espanha discordam. No entanto, Espanha não está sozinha. França, que ocupa o 4º lugar dos países com maior número de mortes por COVID-19 per capita, também está a experiência uma subida exponencial do número de casos, embora não ainda ao nível espanhol. Na restante Europa, o cenário é todo mais ou menos sombrio: na Áustria e na República Checa são atingidos os valores mais elevados de sempre (fazendo cair o ministro da …

Seguindo a liderança da Europa, municípios do Norte voltam ao topo da tabela

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Spread the love10    7    Mais uma semana, mais uma semana onde a Europa atinge valores não vistos deste os tempos dos picos de Espanha e Itália. Mais concretamente, o nível de propagação neste momento é praticamente o triplo daquela que ocorreu em Julho. No entanto, ao contrário dos meses trágicos de Abril e Maio, onde a pandemia grassava em países específicos, nomeadamente Espanha, Itália e Reino Unido, está agora completamente disseminada em toda a Europa. De Portugal à Roménia, só para falar de países da União Europeia, a pandemia está agora em alta em todos os países europeus, a diferença está no grau. Para dar uma ideia da gravidade da situação, países como Espanha, França, Holanda, Bélgica (o país europeu com maior número de fatalidades per capita), Irlanda ou Itália, apresentam agora os valores mais elevados dos últimos 5 meses. Ainda mais significativo é a lista de países que estão a atingir os valores mais elevados de sempre, como a República Checa, Áustria, Croácia, Bósnia, e a Dinamarca, só para mencionar alguns. Portugal parece ter aprendendo alguma coisa com a primeira vaga da pandemia, ao contrário da Espanha, que é representada pela primeira linha do gráfico acima. Apesar dos números das infecções …

Quando a segunda vaga começa a tomar forma na Europa, Portugal combate focos, agora no Norte

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Spread the love13    9    Uma das notícias mais peculiares da passada semana, foi a falta de uma notícia, ou o facto de que o Reuno Unido não retirou Portugal da lista de destinos “seguros”. De facto, olhando para os números portugueses, Portugal deveria ter saído dessa lista, pois ultrapassava o limite de 20 infecções por 100 000 habitantes imposto pelo Reino Unido. Entretanto, a realidade impôs-se. Todos os restantes destinos de férias dos ingleses são são agora muito mais problemáticos, como Espanha, ou os números não são confiáveis, como o caso grego. Em particular, o facto de terem começado a regressar viajantes ao reino unido infectados na Grécia, veio manchar a imagem do país, de tal forma que a Escócia colocou a Grécia na lista de destinos não seguros (como aliás fez com Portugal). Começa a ser uma notícia repetitiva semana após semana, mas a incómoda verdade é que a segunda vaga da COVID-19 está a chegar em cheio à Europa, e o seu ritmo está longe de abrandar. Mais uma vez, na passada semana foi batido o recorde de casos desde Abril, e é provável de até Novembro não começe a abrandar. De notar que em alguns países como a Alemanha …

Tão depressa como entrou, Portugal está à beira de sair da lista de destinos seguros do Reino Unido

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Spread the love26    5    A Europa ocidental continua numa escalada nos novos casos de Covid-19 que vem inexoravelmente a ocorrer desde meados de Julho, atingindo na última semana os 25000 casos diários. Este crescimento está a ocorrer genericamente em todos os países, mas está a atingir alguns com especial agressividade. Esse é o caso de países como Espanha e França, onde a soma dos 2 países atinge agora os 16 000 casos diários, mas como se pode ver acima, são muito poucos aqueles países que não seguem esta tendência, e Portugal é um deles. De facto, Portugal que na semana passada tinham sido presenteado com a abertura do corredor aéreo para o Reino Unido, arrisca-se muito seriamente a ver esse privilégio ser revogado. Para que tal não aconteça, é necessário que a soma de todos os novos casos, entre as próximas 3ª e 5ª feira não exceda os 300, o que é extremamente improvável. É assim muito provável, que na próxima 5ª feira, o Reuno Unido anuncie a exclusão de Portugal da lista de países seguros. Na verdade, existem agora muito poucos países onde esse limite não é atingido, sendo a única excepção relevante como destino de férias, a Grécia. Até países …

Portugal em contra-ciclo na semana em que o Reino Unido adicionou Portugal à lista de destinos seguros

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Spread the love3    8    A notícia mais relevante da última semana é a colocação de Portugal na lista de destinos seguros do Reino Unido. Esta colocação acontece ao mesmo tempo que outros destinos de férias Europeus, como a Croácia, foram excluídos. Mesmos os último destino alternativo de férias para os ingleses, a Grécia, está a apresentar números muito preocupantes de novas infecções, numa subida consistente como se pode verificar no gráfico. Este comportamento de subida é comum na grande maioria dos países Europeus, destacando alguns que até agora tinham conseguido evitar grandes efeitos da pandemia, como a Bósnia, República Checa ou a Roménia. Mesmo alguns países con valores historicamente baixos de infecções, apresentam agora subidas significantivas e consistentes, embora ainda com valores absolutos baixos, como Áustria, Dinamarca ou Islândia. Totalmente em contra-ciclo está Portugal, onde a tendência das últimas 4 semanas é de estabilidade, que se sucede a outras 4 semanas de descida significativa. Será extremamente interessante ver o comportamento nas próximas 3 a 4 semanas, uma vez que o calendário escolar em toda a Europa tende a começar nesse período. Em países onde um novo pico estará a ocorrer, como deverá ser o caso de Espanha, será de grande interesse verificar …

Portugal em mínimos quando se aproxima uma tempestade da Europa

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Spread the love27    9    As coisas não estão a correr bem na Europa. Na realidade, em todos os países que não foram afectados pela grande onda da Primavera vêm agora os números disparar. Como os portugueses penosamente sabem, chegar a uma situação de contágio crescente e descontrolado é fácil. Sair dessa situação, é extremamente difícil. De facto, como aconteceu de forma desastrosa em Itália e Espanha, o problema não se fica no controlo do contágio em si, o problema é que o número fatalidades começa a subir imediatamente depois das infecções subirem, mas demoram 20 dias depois do pico das infecções a começar a descer. E é nessa descida que estamos actualmente. Este contra-ciclo é extremamente relevante para o turismo, pois poderá permitir captar turistas aos países onde a pandemia está neste momento em subida, nomeadamente Espanha, Grécia e Croácia. De facto, depois de semanas agonizantes onde os números teimavam em não descer, eis que o número de infecções na região de Lisboa e Vale do Tejo mantém uma tendência de descida durante quatro semanas consecutivas, para o valor mais baixo desde Março. Isto fez com que o número de infecções em Portugal atingisse também o valor mais baixo desde o início …

No dia em que Espanha entra para a lista negra do Reino Unido, Portugal deveria ter saído. Focos saem para a periferia.

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Spread the love     5    Nota: na versão inicial foi erradamente indicado que Estarreja teria o segundo maior número de novas infecções na última semana. Tratou-se de um lapso de transcrição dos dados da DGS. Pelo facto pedimos desculpa. O Reino Unido anunciou na noite passada que Espanha voltou para a lista de países “inseguros” depois da publicação dos números mais recentes de novos casos, especialmente na Catalunha. Esta acção deve-se precisamente ao facto de que Espanha excedeu as 40 novas infecções por 100 000 habitantes. Esta acção foi de tal forma desastrosa e atabalhoada, que de uma assentada conseguiu irritar o Governo Espanhol, uma vez que se tratou de uma alteração não anunciada, e para os próprios ingleses que já estavam em Espanha, que com 6 horas de antecedência não conseguiram voltar a tempo. Todas estas dezenas de milhares de ingleses que estavam em território Espanhol serão agora obrigados a uma quarentena obrigatória de 14 dias. Curiosamente, ou não, essa rapidez em colocar Espanha fora da lista de destinos seguros, não foi usada para colocar Ministro dos Negócios Estrangeiros desta vez até tinha razão na incompreensão Portugal nessa mesma lista, uma vez que o valor de referência foi de 17.78 infecções por 100 000 habitantes. …

Há 7 semanas consecutivas que Portugal excede o limite máximo imposto por outros países Europeus para o número máximo de infecções

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Spread the love     12    Houve duas boas razões para não ter dados novidades nas últimas duas semanas. A primeira é que a DGS deixou de actualizar os números actualizados por município, enquanto os números estavam a ser revistos. A outra razão, e talvez mais importante, é que estava a calcular dados mais importantes sobre o número de já infectados, e que parece estarem exactamente em linha com os números hoje divulgados sobre o estudo serológico. No entanto o destaque do dia é a notícia de que o Reino Unido voltou a não colocar Portugal na lista de países seguro para o turismo. A razão invocada para tal é o excesso de infecções registadas em Portugal, segundo os valores presentes no Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, que excediam as 40 infecções por 100 000 habitantes nos 14 dias anteriores. Ora este patamar, ou a versão semanal de 20 infecções por 100 000 por semana, é também usado por outros países europeus para o mesmo efeito, e aqui está o problema. Portugal tem excedido as 20 infecções por 100 000 habitantes por semana desde 6 de Junho, e tem-se mantido acima desse patamar desde então. Ora, esta métrica tem um problema …

Portugal terá atingido as 240 000 infecções em Junho, o que o coloca entre os melhores da Europa

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Spread the love67    5    Chegar à taxa de fatalidade por infecção Nas passadas duas semanas foram tornados públicos dois estudos extremamente importantes, pois pretendem responder à questão mais importante para uma pandemia cuja cura ainda nos foge: quanto mata? Um dos estudos é precisamente de um dos países europeus com maior taxa de infecções, a Suécia 1, onde é identificada a taxa de real de fatalidades na Suécia, através do cruzamento dos estudos serológicos com as fatalidades registadas. O outro vem do MIT 2 , e versa sobre uma análise global da taxa de infeção. Os resultados variam entre os 0.60% ( 95% i.c. 0.4% – 1.1%) de Estocolmo, onde os autores reconhecem que não tiveram em conta o excesso de fatalidade ocorrido na Suécia, que excede o número de fatalidades conhecidas provocadas pela COVID-19 em cerca de 30%, e os 0.68% do MIT. Para os cálculos efectuados, foram apenas usados os valores publicados até 20 de Junho. O caso mais gritante é o da França que apresenta quatro vezes mais mortes per capita que Portugal, mas divulga menos infecções que Portugal. Ora, estes valores são muito abaixo dos valores oficiais de qualquer país do mundo, mas as causas desta discrepância são bem conhecidas: Nem …

Uma pandemia que não reage ao confinamento nem ao desconfinamento: a zona de Lisboa e Vale do Tejo

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Spread the love     10    Na semana onde Fernando Medina veio criticar a resposta das autoridades de saúde no combate à Covid-19, os números da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) teimam em não mudar. Isto é em si um resultado estranho, e singular em todo o mundo, já que a progressão de uma pandemia só tem dois caminhos habituais: crescimento exponencial ou redução constante. Olhando para o gráfico que retrata o número de infecções por 100 000 habitantes por região mostra o problema de uma forma muito gráfica. No início da pandemia, o crescimento na zona Norte e Centro foi exponencial. Já os surtos recentes nas regiões do Algarve e Alentejo seguem os padrões descritos. No entanto desde o início de Abril que o crescimento dos casos na região de LVT é linear e constante. Veio o confinamento e o desconfinamento, e nada mudou. A taxa de crescimento manteve-se constante. É esta a origem do desconforto dos vários eleitos com os técnicos das autoridades de saúde: qual é a cadeia de transmissão que está a ocorrer em LVT, que não reage ao confinamento nem ao desconfinamento. A outra característica única da pandemia na região de LVT é que a taxa de fatalidades …