Pela primeira vez as vacinas mostram o efeito, e foram dadas mais vacinas que o necessário para atingir o objectivo.

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Spread the love9    25    Enquanto os efeitos do confinamento são agora evidentes. Se considerarmos o máximo atingido a 26 de Janeiro de 16 432 novos casos e as 303 mortes registadas a 28 de Janeiro, os ZERO mortos atingidos ontem e os 196 infectados, são milagrosos. No entanto, este “milagre” veio com um custo associado. Ao contrário do que alguns esperariam, estes valores não são resultado da campanha de vacinação. Não que a campanha de vacinação não esteja a correr bem, porque está. Mas porque o comportamento dos portugueses, só por si, está a manter o vírus sob controle. E o resultado são as 196 novas infecções detectadas hoje. Com este nível de infecções não é de todo expectável a ocorrência de fatalidades. De facto, com zero fatalidades, e com baixo número de infecções, torna-se impossível sequer aferir a eficácia das vacinas, até que terminem as medidas extraordinárias que ainda estão em vigor: distanciamento social, uso obrigatório de máscaras, restrições ao movimento, etc. Ainda assim, há indicadores que começam agora a ser conclusivos sobre a eficácia da vacinação. Qual seria a comportamento dos casos, por faixa etária, caso as vacinas estivessem a ter efeito? Considerando que as vacinas estão a ser dadas …

Segundo mês de vacinações em números: novo record de doses num único dia: 45000.

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Spread the love13    22    Passou mais um mês na luta contra a pandemia, e desta vez Portugal encontra-se em muito melhor estado, não só porque os casos estão em queda livre, mas também porque o plano de vacinação está a correr bastante bem. E ao contrário do que possa parecer, os dois não estão relacionados. Ainda não existe um efeito visível da vacinação, mas isso veremos à frente. Nas últimas 4 semanas, foram batidos novos recordes em cada uma das nas últimas 3. E não foi só porque se deu início às segundas doses de grade parte dos lares. De facto, tínhamos previsto que na semana de de 9 de Fevereiro haveria um pico de vacinações. Isto acontece como consequência dos 21 dias de intervalo do grande número de vacinas dado na semana de 18 Janeiro. Visto que estas vacinas foram armazenadas desde o dia em que a primeira dose foi dada, não existe aqui grande notícia. A novidade vem que juntamente com essas segundas doses, uma quantidade significativa de primeiras doses também foi data, resultando no primeiro recorde do mês, com 37 000 vacinas num único dia. Depois na semana de 18 de fevereiro, novo recorde, mas neste caso em primeiras …

Na 3ª vaga a COVID-19 mata em 7 dias. As consequências da estirpe inglesa para o melhor e para o pior.

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Spread the love23    19    A terceira vaga tem sido uma montanha russa. Depois de uma subida galopante dos casos que começou no dia 30 de Dezembro, a descida também sido vertiginosa, para bem de todos. No entanto os primeiros resultados da análise desta 3ª vaga começam a ser preocupantes, e isto pode estar relacionado com o facto de que grande parte destes casos provêem da estirpe inglesa, também conhecida por B.1.1.7. Uma das características desta 3ª vaga tem sido a sua imprevisibilidade. Sim, todos vimos uma extensa lista de peritos e matemáticos a dizerem que não se deveria ter aberto o Natal, mas a verdade é que a 28 de Dezembro já estava tudo confinado. E no entanto, nada parou a subida até ao fecho completo das escolas. Escolas essas, onde nunca se demonstrou serem foco de contágio, mas pelo contrário, nos vários estudos internacionais 1 2 3, as escolas são dos locais mais seguros da sociedade. Portanto, se a 3ª vaga demonstrou alguma coisa, é como ainda não percebemos como a COVID-19 se comporta na sociedade. A nova estirpe só vem complicar o pouco que conhecemos. Um dos dados iniciais que foram protegidos pelo Imperial College, com base na estirpe original …

Os números do início das vacinações

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Spread the love12         A vacinação contra a COVID-19 começou a 27 de Dezembro em Portugal. Desde esse dia até dia 9 de Fevereiro já foram administradas 392 000 doses da vacina, dos 3 fornecedores actualmente autorizados pelo Infarmed: Moderna, Pfizer e AstraZeneca. No entanto, a campanha de vacinação tem não corrido de forma homogénea. Para começar, a vacinação está a seguir uma lógica semanal, em parte similar ao que acontece com as novas infecções: são administradas menos vacinas aos sábado e ao domingo, e mais à 4ª feira. A diferença para as infecções prende-se com o desfasamento que ocorre entre as infecções e os resultados dos testes, o que faz com que o mínimo das infeções ocorra às 3ªs e 4ªs feiras. De notar como não se verifica um crescimento do número de vacinas administradas ao longo do tempo, tendo sido atingido o recorde de administrações no dia 22 de Janeiro com 33 104 doses administradas, no conjunto de 1ªs e 2ªs inoculações. Nesta data foi também atingido o recorde de 1ªs inoculações. O recorde de 2ªs inoculações foi atingido no dia 5 de Fevereiro, valor esse que deverá ser ultrapassado no dia 12 de Fevereiro, com as 2ªs inoculações daquelas …

Como Portugal se compara com o resto da Europa na segunda vaga?

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Spread the love17    12    Pode parecer estranho para quem tiver memória curta, que se discuta agora a declaração do estado de emergência, quando foi extensivamente elogiado o comportamento português na primeira vaga. De facto, pode estar a dar-se o caso de que Portugal, tendo superado a primeira vaga melhor que qualquer outro país a oeste da República Checa, esteja agora na lista dos piores da Europa. Pode, mas também podemos aferir se é esse o caso. O ponto de partida é como Portugal se compara com a Europa como um todo, e já agora, em comparação com o resto do mundo. Aqui os resultados são claros: desde Julho que Portugal tem tido uma média de infecções consecutivamente inferior à média Europeia, excepto nos últimos dois dias. Sobre estes últimos dois dias teremos de ver se se trata do efeito do facto de que Espanha não actualizou os valores nos últimos 2 dias. No resto do mundo, a imagem é bastante nebulosa. A pandemia parece não ter afetado África, apesar de ter feito 19 000 mortos só na África do Sul, o que pode ser simplesmente explicado pela grande falta de testes e detecção das fatalidades causas pela pandemia. De forma diferente, na …

A partir daqui é sempre a descer, mas uma localidade já tem 3% da população infectada.

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Spread the love23    7    Já ninguém questiona que a segunda vaga chegou a Portugal. Tal como o que aconteceu na primeira vaga, A segunda chegou a Portugal com algumas semanas de atraso. Mas isso será objecto de outra publicação. Desta vez vamos apenas focar em Portugal. Olhando apenas para os números absolutos, Portugal atingiu consecutivamente nas últimas 3 semanas valores acima dos registados em Abril. Curiosamente, observa-se exactamente o mesmo padrão da primeira vaga: uma propagação galopante na região Norte, e uma subida mais ligeira da região de Lisboa e Vale do Tejo. Nas restantes regiões do país, as subidas são claras mas menos pronunciadas. Mas estes valores têm de ser tratados com cuidado. Em particular na possibilidade muito real, de que em Abril, os números de casos tenham substancialmente subestimados. Efectivamente, um estudo publicado esta semana, calcula a Taxa de Fatalidade por Infecção da doença em 1.15% para uma população envelhecida como a Portuguesa. Ora, se considerarmos que a Taxa de Fatalidade ocorrida em Abril estava nos 5%, podemos concluir que nesse período apenas estávamos a detectar cerca de 20% dos infectados. Tal cálculo permite calcular o número real de novas infecções por 100 000 habitantes em 265, e que compara …

Portugal e Itália fora do topo da tabela da COVID-19. Mas por quanto tempo?

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Spread the love20    13    Passaram mais duas semanas, mas é como se estivéssemos a ver o tempo a regressar a Abril. Depois da acalmia do verão, eis que a pandemia está de volta em força. Tristemente, como tinha sido previsto pelo epidemiologistas. No resto do mundo, os comportamentos divergem: No continente Americano, enquanto o número de casos aparenta estabilizar na América do Sul, nos Estados Unidos a pandemia grassa agora pelo Midwest, previamente na altura em que o presidente americano luta contra a doença. O continente Americano lidera o número de infecções per capita desde Maio. Na Oceania, os números têm agora uma tendência de descida, mas por razões diversas. Na Austrália e Nova Zelândia, medidas apertadas foram aplicadas e começam agora a ser relaxadas. Em África… África é agora uma enorme incógnita, uma vez que não é claro porque o continente não está a sofrer um aumento calamitoso do número de infeções, se excluirmos a África do Sul. O facto de que a faixa etária mais afectada ser residual neste continente, com a pouca capacidade de testagem pode simplesmente indicar que a infeção está descontrolada, mas que ninguém sabe, devido ao baixo número de vítimas fatais. Na Asia, enquanto a China …

A segunda vaga grassa na Europa, e em Portugal os números voltaram a atingir os recordes da Primavera, mas não são comparáveis.

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Spread the love23    9     podemos concluir que apenas 1 em cada 20 casos foram detectados na altura, ou de forma inversa, o norte teve vinte vezes mais casos que o números oficiais da época Parece que o tempo voltou para trás em alguns países da Europa, e não aprenderam nada desde então. Espanha regista novamente valores de transmissão da COVID-19 que eram vistos desde os desastrosos meses de Abril e Maio, e a subida não parece estar a dar qualquer sinal de abrandar. De relembrar que Espanha ocupa actualmente o 2º lugar os países com maior número de vítimas per capita da Europa, apenas atrás da Bélgica. No entanto, e por este andar, pode ser que Espanha ultrapasse a Bélgica nessa competição que achava ninguém querer vencer. Aparentemente, em Espanha discordam. No entanto, Espanha não está sozinha. França, que ocupa o 4º lugar dos países com maior número de mortes por COVID-19 per capita, também está a experiência uma subida exponencial do número de casos, embora não ainda ao nível espanhol. Na restante Europa, o cenário é todo mais ou menos sombrio: na Áustria e na República Checa são atingidos os valores mais elevados de sempre (fazendo cair o ministro da …

Seguindo a liderança da Europa, municípios do Norte voltam ao topo da tabela

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Spread the love10    8    Mais uma semana, mais uma semana onde a Europa atinge valores não vistos deste os tempos dos picos de Espanha e Itália. Mais concretamente, o nível de propagação neste momento é praticamente o triplo daquela que ocorreu em Julho. No entanto, ao contrário dos meses trágicos de Abril e Maio, onde a pandemia grassava em países específicos, nomeadamente Espanha, Itália e Reino Unido, está agora completamente disseminada em toda a Europa. De Portugal à Roménia, só para falar de países da União Europeia, a pandemia está agora em alta em todos os países europeus, a diferença está no grau. Para dar uma ideia da gravidade da situação, países como Espanha, França, Holanda, Bélgica (o país europeu com maior número de fatalidades per capita), Irlanda ou Itália, apresentam agora os valores mais elevados dos últimos 5 meses. Ainda mais significativo é a lista de países que estão a atingir os valores mais elevados de sempre, como a República Checa, Áustria, Croácia, Bósnia, e a Dinamarca, só para mencionar alguns. Portugal parece ter aprendendo alguma coisa com a primeira vaga da pandemia, ao contrário da Espanha, que é representada pela primeira linha do gráfico acima. Apesar dos números das infecções …

Quando a segunda vaga começa a tomar forma na Europa, Portugal combate focos, agora no Norte

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Spread the love13    8    Uma das notícias mais peculiares da passada semana, foi a falta de uma notícia, ou o facto de que o Reuno Unido não retirou Portugal da lista de destinos “seguros”. De facto, olhando para os números portugueses, Portugal deveria ter saído dessa lista, pois ultrapassava o limite de 20 infecções por 100 000 habitantes imposto pelo Reino Unido. Entretanto, a realidade impôs-se. Todos os restantes destinos de férias dos ingleses são são agora muito mais problemáticos, como Espanha, ou os números não são confiáveis, como o caso grego. Em particular, o facto de terem começado a regressar viajantes ao reino unido infectados na Grécia, veio manchar a imagem do país, de tal forma que a Escócia colocou a Grécia na lista de destinos não seguros (como aliás fez com Portugal). Começa a ser uma notícia repetitiva semana após semana, mas a incómoda verdade é que a segunda vaga da COVID-19 está a chegar em cheio à Europa, e o seu ritmo está longe de abrandar. Mais uma vez, na passada semana foi batido o recorde de casos desde Abril, e é provável de até Novembro não começe a abrandar. De notar que em alguns países como a Alemanha …