Os portugueses não estavam melhor, mas agora estão, e o país também.

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Spread the love          Em Fevereiro de 2014, Luís Montegenro na tentativa de justificar as opções políticas do seu governo disse “A vida das pessoas não está melhor mas a do País está muito melhor“. Poderia tentar focar na capacidade de distinguir o país dos portugueses revela uma capacidade imbatível de contentorizar, faculdade que os portugueses não conseguem atingir, eu incluindo, ou ainda em tentar perceber como poderia o país estar melhor, apesar de, quando comparado com o dia em que o governo iniciou funções, indicadores como a dívida pública, o emprego, a atividade económica ou a confiança dos empresários e consumidores, todos eles estavam em muito pior estado. O PIB também, mas os erros de cálculo do PIB é provavelmente uma das causas da crise, nomeadamente dar cobertura a monstruosidades como a frase de Luís Montenegro. Ora, as estatísticas mesmo quando correctamente calculadas, podem ser a justificação para vis mentiras, bastando para tal que sejam descontextualizadas. Quando mal calculadas, são criminosas, na sua capacidade de enganar o eleitorado, mesmo o eleitorado informado, essa espécie em vias de extinção. Como medir como vivem as pessoas: Rendimento Disponível Ajustado Aquele que é para mim o melhor indicador sobre a saúde económica de um país …

Uma história de dois mundos: os juros da dívida pública e as agências de rating

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Spread the love           Aqueles que esquecem o passado estão condenados a repeti-lo. – George Santayana As agências de rating estão no vocabulário dos portugueses desde 2009. No entanto estas agências fazem parte do conhecimento mais ou menos comum dos investidores, desde os mais iniciados até aos profissionais day traders. Mas será que o trabalho que estas agências publicam servem os investidores? Estamos em Agosto de 2014, e sim, já não precisamos de esperar décadas para ver a história repetir-se uma e outra vez, sempre pela mesma razão. Em 28 de Setembro de 2008, os ratings da dívida soberana da Islândia variavam entre o A+ da Fitch, e o A- da S&P. Estes ratings refletiam uma dívida pública de cerca de 28% do PIB e um défice orçamental de 6%, e portanto tudo aparentava estar bem: contas públicas minimamente sólidas numa economia em crescimento. Entre 29 de Setembro e 8 de Outubro, os 3 maiores bancos da Islândia tombaram de forma espetacular. A 10 de Outubro, com a entrada eminente do FMI, os ratings tinham baixado para BBB tanto da Fitch como da S&P. Este é sensivelmente o mesmo rating que mantêm desde então. Hoje (embora os últimos dados oficiais sejam de 2012), …