Portugal e Itália fora do topo da tabela da COVID-19. Mas por quanto tempo?

Spread the love
  • 19
  •  
  •  
  •  
  •  
  • 11
  •  
  •  
  •  
  •  

Spread the love19    11    Passaram mais duas semanas, mas é como se estivéssemos a ver o tempo a regressar a Abril. Depois da acalmia do verão, eis que a pandemia está de volta em força. Tristemente, como tinha sido previsto pelo epidemiologistas. No resto do mundo, os comportamentos divergem: No continente Americano, enquanto o número de casos aparenta estabilizar na América do Sul, nos Estados Unidos a pandemia grassa agora pelo Midwest, previamente na altura em que o presidente americano luta contra a doença. O continente Americano lidera o número de infecções per capita desde Maio. Na Oceania, os números têm agora uma tendência de descida, mas por razões diversas. Na Austrália e Nova Zelândia, medidas apertadas foram aplicadas e começam agora a ser relaxadas. Em África… África é agora uma enorme incógnita, uma vez que não é claro porque o continente não está a sofrer um aumento calamitoso do número de infeções, se excluirmos a África do Sul. O facto de que a faixa etária mais afectada ser residual neste continente, com a pouca capacidade de testagem pode simplesmente indicar que a infeção está descontrolada, mas que ninguém sabe, devido ao baixo número de vítimas fatais. Na Asia, enquanto a China …

No dia em que Espanha entra para a lista negra do Reino Unido, Portugal deveria ter saído. Focos saem para a periferia.

Spread the love
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  • 5
  •  
  •  
  •  
  •  

Spread the love     5    Nota: na versão inicial foi erradamente indicado que Estarreja teria o segundo maior número de novas infecções na última semana. Tratou-se de um lapso de transcrição dos dados da DGS. Pelo facto pedimos desculpa. O Reino Unido anunciou na noite passada que Espanha voltou para a lista de países “inseguros” depois da publicação dos números mais recentes de novos casos, especialmente na Catalunha. Esta acção deve-se precisamente ao facto de que Espanha excedeu as 40 novas infecções por 100 000 habitantes. Esta acção foi de tal forma desastrosa e atabalhoada, que de uma assentada conseguiu irritar o Governo Espanhol, uma vez que se tratou de uma alteração não anunciada, e para os próprios ingleses que já estavam em Espanha, que com 6 horas de antecedência não conseguiram voltar a tempo. Todas estas dezenas de milhares de ingleses que estavam em território Espanhol serão agora obrigados a uma quarentena obrigatória de 14 dias. Curiosamente, ou não, essa rapidez em colocar Espanha fora da lista de destinos seguros, não foi usada para colocar Ministro dos Negócios Estrangeiros desta vez até tinha razão na incompreensão Portugal nessa mesma lista, uma vez que o valor de referência foi de 17.78 infecções por 100 000 habitantes. …

Há 7 semanas consecutivas que Portugal excede o limite máximo imposto por outros países Europeus para o número máximo de infecções

Spread the love
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  • 10
  •  
  •  
  •  
  •  

Spread the love     10    Houve duas boas razões para não ter dados novidades nas últimas duas semanas. A primeira é que a DGS deixou de actualizar os números actualizados por município, enquanto os números estavam a ser revistos. A outra razão, e talvez mais importante, é que estava a calcular dados mais importantes sobre o número de já infectados, e que parece estarem exactamente em linha com os números hoje divulgados sobre o estudo serológico. No entanto o destaque do dia é a notícia de que o Reino Unido voltou a não colocar Portugal na lista de países seguro para o turismo. A razão invocada para tal é o excesso de infecções registadas em Portugal, segundo os valores presentes no Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, que excediam as 40 infecções por 100 000 habitantes nos 14 dias anteriores. Ora este patamar, ou a versão semanal de 20 infecções por 100 000 por semana, é também usado por outros países europeus para o mesmo efeito, e aqui está o problema. Portugal tem excedido as 20 infecções por 100 000 habitantes por semana desde 6 de Junho, e tem-se mantido acima desse patamar desde então. Ora, esta métrica tem um problema …

Portugal terá atingido as 240 000 infecções em Junho, o que o coloca entre os melhores da Europa

Spread the love
  • 67
  •  
  •  
  •  
  •  
  • 7
  •  
  •  
  •  
  •  

Spread the love67    7    Chegar à taxa de fatalidade por infecção Nas passadas duas semanas foram tornados públicos dois estudos extremamente importantes, pois pretendem responder à questão mais importante para uma pandemia cuja cura ainda nos foge: quanto mata? Um dos estudos é precisamente de um dos países europeus com maior taxa de infecções, a Suécia 1, onde é identificada a taxa de real de fatalidades na Suécia, através do cruzamento dos estudos serológicos com as fatalidades registadas. O outro vem do MIT 2 , e versa sobre uma análise global da taxa de infeção. Os resultados variam entre os 0.60% ( 95% i.c. 0.4% – 1.1%) de Estocolmo, onde os autores reconhecem que não tiveram em conta o excesso de fatalidade ocorrido na Suécia, que excede o número de fatalidades conhecidas provocadas pela COVID-19 em cerca de 30%, e os 0.68% do MIT. Para os cálculos efectuados, foram apenas usados os valores publicados até 20 de Junho. O caso mais gritante é o da França que apresenta quatro vezes mais mortes per capita que Portugal, mas divulga menos infecções que Portugal. Ora, estes valores são muito abaixo dos valores oficiais de qualquer país do mundo, mas as causas desta discrepância são bem conhecidas: Nem …

A deturpação dos sistemas uninominais na representatividade do voto popular: UK vs Grécia

Spread the love
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Spread the love          Nota prévia: em Portugal é usado o sistema de Hondt, frequentemente alvo de críticas, em particular no que diz respeito à falta de representatividade dos pequenos partidos. Esta falta de representatividade não é nada comparado com os casos que serão descritos. Quando em janeiro desde ano foi atribuído ao sistema eleitoral grego grande parte do resultado do SYRIZA, uma vez que atribui um “bonus” substancial ao partido vencedor, e impõe uma votação mínima para poder entrar no parlamento. Passados poucos meses, já ninguém se importa com as deturpações dos vários sistemas eleitorais, e chovem felicitações à direita e à direita de vitórias expressivas alanvacadas por essas deturpações. É no Reino Unido um dos casos mais graves de deturpação da vontade popular, de tal forma que faria Tsipras corar de vergonha. Vamos então comparar os dois casos. O Caso Grego As eleições gregas obtiveram o resultado final que pode ser resumido neste gráfico: À partida não se vislumbram grandes discrepâncias nos resultados: o partido mais votado obteve mais assentos, cada partido consecutivamente com menor número de votos obteve menor número de assentos, de uma forma mais ou menos proporcional. Podemos também ver que o número de votos necessários para garantir …