Pestilência, iliteracia ou apenas azar? Algo está a correr mal no Norte e Centro, e a curva está quase plana

Na última publicação já tinha levantado o tema dos maus resultados que a zona norte estava a apresentar em relação ao resto do país. Na realidade, o problema não é apenas na zona Norte, a zona Centro também está com problemas, e talvez igualmente graves.

Vamos ver os gráficos:

Infecções por 100 000 habitantes

A zona norte sempre apresentou uma maior taxa de infecções per capita que o resto do país, o que pode ter várias razões. Mas esse não é o problema. O problema é que o Norte continua a subir a taxa de infecções a uma velocidade muito maior que o resto do país (com excepção do Alentejo, mas com valores muito mais baixos).

Nos próximos 5 dias, com o avançar do tempo após o período da Páscoa, será natural observar um aumento da taxa de infecções, mas esperemos que episódios como este não voltem a fazer disparar as infecções no Norte.

O Norte não está isolado no que diz respeito a problemas:

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Fatalidades por 100 000 habitantes

Não só as região do Norte tem mais infecções, como a taxa de fatalidades por habitante excede a de qualquer outra região. Na verdade é três vezes superior à média nacional. No entanto a zona Centro também apresenta um valor que é o dobro da média.

Fatalidades por Infecção

A razão por essa disparidade na zona Centro é explicada por este gráfico. A taxa de fatalidades por infeção é muito superior na zona Centro que em qualquer outra região do país.

As razões pelas quais estas duas regiões mostram resultados consistentemente piores que o resto do país serão para serem estudados mais tarde, ou então quando mais dados forem disponibilizados, mas possivelmente estarão relacionados com o facto de que as actividades económicas sejam mais baseadas na indústria transformadora, ou na maior preponderância de lares geridos pela Sta. Casa da Misericórdia. Provavelmente não será apenas um tema de azar…

O país como um todo

A curva, plana

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Valores médias da taxa de infecções

Na globalidade do país as coisas estão a correr bem. A curva está quase perfeitamente plana, e na verdade já estaria plana se a taxa de infecções na zona Norte não fosse tão alta. Isto foi atingido pela redução dia após dia da taxa de infeção. A taxa de infecção está actualmente e consistentemente abaixo dos 5%, que a manter-se nos próximos 5 a 10 dias, de forma a englobar o período de incubação de eventuais infecções durante o período da Páscoa, abra as portas a que as medidas de contenção possam ser relaxadas. Será natural que esta medida seja feita por área económica e geográfica, de forma a corresponder à realidade da região e da actividade.