O défice não foi atingido à conta dos impostos – A evolução das receitas do estado 1995 – 2016

Spread the love
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Spread the love          Um dos temas aquando da discussão do orçamento de estado para 2016 estava relacionado com a carga fiscal total, e em particular se esta se manteria ou subiria, em % do PIB. Agora sabemos como ficou… Para começar, é necessário perceber o que se entende por carga fiscal, que para o INE, significam todas as receitas do estado pagas directamente quer pelas empresas, quer pelos cidadãos individuais. Significa isto que as receitas da Segurança Social, Caixa Geral de Aposentações, Impostos directos e Indirectos, estão incluídos, mas receitas das empresas públicas, das participações e receitas de investimentos, bem como da venda de activos não estão incluídos. Esta distinção é importante para perceber o papel que a Segurança Social tem vindo a ter as últimas décadas no equilíbrio das contas do estado, e no futuro até se poderia mostrar como tem sido crítica na manutenção da dívida pública. Vamos então aos números em bruto, com a distribuição das receitas do estado:

Uma história de dois mundos: os juros da dívida pública e as agências de rating

Spread the love
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Spread the love           Aqueles que esquecem o passado estão condenados a repeti-lo. – George Santayana As agências de rating estão no vocabulário dos portugueses desde 2009. No entanto estas agências fazem parte do conhecimento mais ou menos comum dos investidores, desde os mais iniciados até aos profissionais day traders. Mas será que o trabalho que estas agências publicam servem os investidores? Estamos em Agosto de 2014, e sim, já não precisamos de esperar décadas para ver a história repetir-se uma e outra vez, sempre pela mesma razão. Em 28 de Setembro de 2008, os ratings da dívida soberana da Islândia variavam entre o A+ da Fitch, e o A- da S&P. Estes ratings refletiam uma dívida pública de cerca de 28% do PIB e um défice orçamental de 6%, e portanto tudo aparentava estar bem: contas públicas minimamente sólidas numa economia em crescimento. Entre 29 de Setembro e 8 de Outubro, os 3 maiores bancos da Islândia tombaram de forma espetacular. A 10 de Outubro, com a entrada eminente do FMI, os ratings tinham baixado para BBB tanto da Fitch como da S&P. Este é sensivelmente o mesmo rating que mantêm desde então. Hoje (embora os últimos dados oficiais sejam de 2012), …