Uma história de dois mundos: os juros da dívida pública e as agências de rating

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Spread the love           Aqueles que esquecem o passado estão condenados a repeti-lo. – George Santayana As agências de rating estão no vocabulário dos portugueses desde 2009. No entanto estas agências fazem parte do conhecimento mais ou menos comum dos investidores, desde os mais iniciados até aos profissionais day traders. Mas será que o trabalho que estas agências publicam servem os investidores? Estamos em Agosto de 2014, e sim, já não precisamos de esperar décadas para ver a história repetir-se uma e outra vez, sempre pela mesma razão. Em 28 de Setembro de 2008, os ratings da dívida soberana da Islândia variavam entre o A+ da Fitch, e o A- da S&P. Estes ratings refletiam uma dívida pública de cerca de 28% do PIB e um défice orçamental de 6%, e portanto tudo aparentava estar bem: contas públicas minimamente sólidas numa economia em crescimento. Entre 29 de Setembro e 8 de Outubro, os 3 maiores bancos da Islândia tombaram de forma espetacular. A 10 de Outubro, com a entrada eminente do FMI, os ratings tinham baixado para BBB tanto da Fitch como da S&P. Este é sensivelmente o mesmo rating que mantêm desde então. Hoje (embora os últimos dados oficiais sejam de 2012), …