Na 3ª vaga a COVID-19 mata em 7 dias. As consequências da estirpe inglesa para o melhor e para o pior.

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Spread the love23    19    A terceira vaga tem sido uma montanha russa. Depois de uma subida galopante dos casos que começou no dia 30 de Dezembro, a descida também sido vertiginosa, para bem de todos. No entanto os primeiros resultados da análise desta 3ª vaga começam a ser preocupantes, e isto pode estar relacionado com o facto de que grande parte destes casos provêem da estirpe inglesa, também conhecida por B.1.1.7. Uma das características desta 3ª vaga tem sido a sua imprevisibilidade. Sim, todos vimos uma extensa lista de peritos e matemáticos a dizerem que não se deveria ter aberto o Natal, mas a verdade é que a 28 de Dezembro já estava tudo confinado. E no entanto, nada parou a subida até ao fecho completo das escolas. Escolas essas, onde nunca se demonstrou serem foco de contágio, mas pelo contrário, nos vários estudos internacionais 1 2 3, as escolas são dos locais mais seguros da sociedade. Portanto, se a 3ª vaga demonstrou alguma coisa, é como ainda não percebemos como a COVID-19 se comporta na sociedade. A nova estirpe só vem complicar o pouco que conhecemos. Um dos dados iniciais que foram protegidos pelo Imperial College, com base na estirpe original …

A partir daqui é sempre a descer, mas uma localidade já tem 3% da população infectada.

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Spread the love23    7    Já ninguém questiona que a segunda vaga chegou a Portugal. Tal como o que aconteceu na primeira vaga, A segunda chegou a Portugal com algumas semanas de atraso. Mas isso será objecto de outra publicação. Desta vez vamos apenas focar em Portugal. Olhando apenas para os números absolutos, Portugal atingiu consecutivamente nas últimas 3 semanas valores acima dos registados em Abril. Curiosamente, observa-se exactamente o mesmo padrão da primeira vaga: uma propagação galopante na região Norte, e uma subida mais ligeira da região de Lisboa e Vale do Tejo. Nas restantes regiões do país, as subidas são claras mas menos pronunciadas. Mas estes valores têm de ser tratados com cuidado. Em particular na possibilidade muito real, de que em Abril, os números de casos tenham substancialmente subestimados. Efectivamente, um estudo publicado esta semana, calcula a Taxa de Fatalidade por Infecção da doença em 1.15% para uma população envelhecida como a Portuguesa. Ora, se considerarmos que a Taxa de Fatalidade ocorrida em Abril estava nos 5%, podemos concluir que nesse período apenas estávamos a detectar cerca de 20% dos infectados. Tal cálculo permite calcular o número real de novas infecções por 100 000 habitantes em 265, e que compara …

O contraditório de como abordar a Covid-19: a Suécia

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Spread the love38    4     Este artigo deve começar pela banda sonora, neste caso, Zeca Afonso …. A alegoria da formiga no carreiro parece ser perfeita para descrever o caso sueco e como ele é importante para todo o mundo. Há 3 forma possíveis de abordar a Covid-19: Confinamento e contenção até à chegada da vacina. A abordagem seguida pela maior parte dos países Europeus e Asiáticos mais ou menos desenvolvidos. Contenção ligeira com vista à obtenção de imunidade de grupo seguida pela Suécia. Política zigzaguiante e contraditória dos países liderados por governos populistas ou apenas incompetentes, de países como os Estados Unidos ou o Brasil. Na realidade, temos apenas duas abordagens distintas, já que não ter uma abordagem não pode ser uma abordagem 🙃. Vamos então olhar para a abordagem da Suécia de contenção ligeira: Escolas e universidades abertas Lojas e comércio mantiveram-se abertos Lares e outros centros com pessoas vulneráveis foram isolados da população geral. É neste ponto onde a Suécia manteve um nível elevado de contenção Não são obrigatórias máscaras em lugares públicos nem fechados Esta abordagem, segundo a teoria do Dr. Anders Tegnell, o arquitecto da estratégia sueca, seria mais eficaz manter a sociedade e a economia a funcionar …

É oficial, o COVID-19 é muito mais perigoso que a gripe. A mortalidade em Nova York excede a de Itália.

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Spread the love          Agora já é oficial. Quando virem alguém comparar o Covid-19 à gripe, já podem chamar de ignorante, usar a opção “Ocultar tudo” do Facebook ou simplesmente virar as costas. No passado dia 17 a Bélgica tornou-se no país com maior taxa de mortes per capita por Covid-19. Nessa data atingiu as 42 mortes por cada 100 000 habitantes, ou 0.0042% da população total. Esse número desde então subiu para as 52 mortes ou 0.005% da população total. Este valor é fundamental porque coloca um patamar mínimo na taxa de fatalidade da Covid-19, e podemos e entendê-lo da seguinte forma: se a Bélgica tivesse atingido a imunidade de grupo, este teriam sido as fatalidades necessárias para tal ser atingido. Ora, é obvio que amanhã haverão ainda novas infecções e novas mortes, pelo que sabemos à partida que este valor está errado, mas no entanto marca o valor mínimo, que será actualizado todos os dias. Entra o estado de Nova York. Estado de Nova York regista hoje o trágico registo de 101.2 mortes por 100 000 habitantes, ultrapassando a Bélgica. Este valor é tão mais importante quando comparado com a mortalidade provocava pela gripe em todos os Estados Unidos. Ora, o gráfico é …