A primeira semana após o desconfinamento. TOP5 dos municípios com piores resultados: Vila verde, Coimbra, Ovar, Lousada, Amadora

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Passou agora uma semana após o fim do período de confinamento, e entramos agora no “novo normal”. Uma normalidade onde para se evitar um recinto fechado ou transporte público é necessário ter usar uma máscara. Qualquer um que tente entrar numa agência bancária sem uma máscara a tapar a cara é impedido, para dar passagem aqueles que a usam.
Portugal, como nos outros restantes países da Europa que ja ultrapassaram a primeira vaga da Covid-19, sai agora da reclusão como se saísse de um bunker depois da detonação de uma bomba nuclear. Lá fora os danos são dignos de uma obra de ficção científica:

  • Nos Estados Unidos e em pouco mais de um mês, o desemprego subiu de menos de 4% para mais de 14%, a subida mais alta alguma vez registada, e o valor mais elevado dos últimos 90 anos. É preciso recuar até à grande depressão para encontrar valores desta magnitude. E ainda não estabilizou.
  • O Reino Unido ainda anda a braços com a primeira vaga, já excedendo os 30 000 mortos
  • A mortes per capita da Suécia sobem inexoravelmente atingindo agora o Top5 na UE, e sexto a nível mundial.
  • Na Coreia do Sul o desconfinamento sofreu o primeiro passo atrás, com o fecho de milhares de bares e discotecas, onde foi detectada uma cadeia de transmissão maciça.
  • A Alemanha tenta avaliar o seu próprio desconfinamento, e até já estabeleceu balizas para voltar a confinar: 50 infecções por 100 000 habitantes num período de 7 dias consecutivos.

É este valor definido pela Alemanha que gera mais interesse que será tratado mais à frente.

Fatalidades por 100 000 habitantes na União Europeia e outros países ocidentais a 15 de Abril
Fatalidades por 100 000 habitantes na União Europeia e outros países ocidentais a 8 de Maio

 

Nas últimas 3 semanas muita coisa aconteceu em Portugal e no mundo, no que diz respeito à Covid-19.

  • A Bélgica tornou-se o país mais afectado pela pandemia, ultrapassando a Espanha, e neste momento com uma vantagem bastante desconfortável.
  • O Reino Unido passou para o quarto lugar, ultrapassando a França, e tendo em conta a tendência actual, ultrapassará a Itália dentro em breve.
  • A Suécia, o único país da União Europeia que declaradamente optou por uma solução de imunidade de grupo, passou de 8º lugar para o 6º, e deve ultrapassar a França nos próximos dias.
  • Portugal manteve-se no 9º lugar dentro da União Europeia, mas foi entretanto ultrapassado pelo Canadá, e apresenta agora um nível de fatalidades que é menos de metade da União Europeia.

Os números divulgados pela DGS apontam para que os números de novas infecções a nível nacional não sejam preocupantes. É esta a análise que permitiu ao governo a abertura da sociedade e da economia, tendo sempre sido dito que dar passos atrás será sempre uma opção. No entanto, nunca foi divulgado qual o indicador que poderia indiciar onde e quando esses passos atrás seriam dados.

A análise a nível nacional não é útil em situações onde os números da pandemia já parecem controlados. Neste caso, temos de olhar para os números locais.

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Total de infectados por 100 000 habitantes em municípios com mais de 100 infectados

A realidade local não se alterou substancialmente. Os municípios da região norte continuam a ser os mais afectados pela pandemia, com a excepção de Coimbra agora se encontra na primeira metade do gráfico dos mais afectados.

Se olharmos para a evolução dos novos cases de infectados, torna-se clara a razão destes novos valores, embora surjam novos locais de transmissão muito significativa:

Há agora 6 municípios que violariam o limite alemão para a propagação em 7 dias, 4 da zona norte, 1 da zona centro e um da zona de Lisboa e Vale do Tejo:

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  1. Vila verde – 117
  2. Coimbra – 106
  3. Ovar – 89
  4. Lousada – 77
  5. Amadora – 62
  6. Barcelos – 52

O valor apresentado em Vila Verde é surpreendente, dada a baixa densidade populacional do município quando comparado com os restantes que apresentam valores elevados, e deve-se sobretudo a pontos de propagação locais associados e lares.

Mais preocupante é que todos estes apresentam valores muito alto de propagação, que podem ser alvo de medidas locais de restrição ao contrário, ou em última análise, novos cercos sanitários. Também de estranhar é a presença do município de Ovar nesse grupo de municípios com maior taxa de propagação.

Também se nota agora, que os municípios com grande densidade populacional, onde os serviços de transporte público têm um papel muito mais relevante no transporte de passageiros, aparecem agora no topo. Este é o caso de um conjunto de municípios da zona de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente, Vila Franca de Xira, Loures, e Cascais.

Será muito importante manter a vigilância nestes municípios, sendo que potenciais focos de infecção nestes podem ter um efeito devastador em toda a região. Será tendo em conta a evolução nestes locais, que os próximos passos de desconfinamento deverão ter uma componente local.

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