Portugal em mínimos quando se aproxima uma tempestade da Europa

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As coisas não estão a correr bem na Europa. Na realidade, em todos os países que não foram afectados pela grande onda da Primavera vêm agora os números disparar.

Fonte dos Dados: European Center for Disease Control and Prevention

Como os portugueses penosamente sabem, chegar a uma situação de contágio crescente e descontrolado é fácil. Sair dessa situação, é extremamente difícil. De facto, como aconteceu de forma desastrosa em Itália e Espanha, o problema não se fica no controlo do contágio em si, o problema é que o número fatalidades começa a subir imediatamente depois das infecções subirem, mas demoram 20 dias depois do pico das infecções a começar a descer.

E é nessa descida que estamos actualmente.

Este contra-ciclo é extremamente relevante para o turismo, pois poderá permitir captar turistas aos países onde a pandemia está neste momento em subida, nomeadamente Espanha, Grécia e Croácia.

Infecções por 100 000 habitantes por COVID-19 nas várias regiões administrativas
Fonte dos dados: DGS, INE e cálculos próprios
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De facto, depois de semanas agonizantes onde os números teimavam em não descer, eis que o número de infecções na região de Lisboa e Vale do Tejo mantém uma tendência de descida durante quatro semanas consecutivas, para o valor mais baixo desde Março. Isto fez com que o número de infecções em Portugal atingisse também o valor mais baixo desde o início da pandemia.

Novas infeções por 100 000 habitantes por COVID-19 nos municípios mais afectados
Fonte dos dados: DGS, INE e cálculos próprios
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Esta redução foi de tal forma expressiva na região de Lisboa e Vale do Tejo, que o primeiro município dessa região é agora o terceiro a nível nacional. De facto, agora no topo da tabela com maior nível de infecções per capita, estão agora os municípios de Bragança e Vila do Conde. Este facto não de deve tanto a uma eventual existência de propagação na comunidade nestes municípios, mas de focos pontuais que no caso de Bragança se combina com uma população relativamente baixa. Nestes casos, uma meia dúzia de casos provoca imediatamente uma subida muito substancial, e como a situação foi extremamente controlada nos anteriores focos, qualquer município onde ocorra um foco arrisque a ficar logo no topo.

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Embora a descida tenha sido substancial, os municípios da região de Lisboa e Vale do Tejo ainda estão claramente presentes no grupo dos 20 municípios mais afectados, mas agora já não distanciados dos restantes municípios do país.

Infecções activas por 100 000 habitantes por COVID-19 nos municípios mais afectados
Fonte dos dados: DGS, INE e cálculos próprios
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No entanto, e porque a doença demora semanas a passar, o número de infecções activas nos municípios de Lisboa ainda atingem números substanciais, correspondendo a 9 nos 10 municípios com maior número de infeções activas.

A outra nota relevante, é que Reguengos de Monsaraz desapareceu desta tabela, correspondendo a um controlo efectivo sobre o foco.

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