Tão depressa como entrou, Portugal está à beira de sair da lista de destinos seguros do Reino Unido

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Média dos 7 dias anteriores da propagação de Covid-19 na Europa, excluindo Rússia.
Fonte: European Center for Disease Control and Prevention
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A Europa ocidental continua numa escalada nos novos casos de Covid-19 que vem inexoravelmente a ocorrer desde meados de Julho, atingindo na última semana os 25000 casos diários. Este crescimento está a ocorrer genericamente em todos os países, mas está a atingir alguns com especial agressividade.

Média dos 14 dias anteriores da propagação de Covid-19 em alguns países Europeus
Fonte: European Center for Disease Control and Prevention
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Esse é o caso de países como Espanha e França, onde a soma dos 2 países atinge agora os 16 000 casos diários, mas como se pode ver acima, são muito poucos aqueles países que não seguem esta tendência, e Portugal é um deles.

De facto, Portugal que na semana passada tinham sido presenteado com a abertura do corredor aéreo para o Reino Unido, arrisca-se muito seriamente a ver esse privilégio ser revogado. Para que tal não aconteça, é necessário que a soma de todos os novos casos, entre as próximas 3ª e 5ª feira não exceda os 300, o que é extremamente improvável. É assim muito provável, que na próxima 5ª feira, o Reuno Unido anuncie a exclusão de Portugal da lista de países seguros.

Na verdade, existem agora muito poucos países onde esse limite não é atingido, sendo a única excepção relevante como destino de férias, a Grécia. Até países onde até agora a COVID-19 não tinha tido grande expressão, como a Republica Checa ou Áustria estão agora a braços com a primeira vaga. Outros países onde a primeira vaga já tinha tido efeitos devastadores também estão agora a sentir esta nova vaga, como a Irlanda ou a Suíça, ambos países com piores registos de fatalidades per capita que Portugal.

Fatalidades por 100 000 habitantes por Covid-19 em alguns países Europeus.
Fonte: European Center for Disease Control and Prevention
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De facto, Portugal continua a descer no ranking dos países Europeus com maior taxa de fatalidades per capita, estando agora no 10º lugar dos países da UE27, posição que deverá manter nas próximas duas semanas, dada a taxa de progressão da doença em países como a Bulgária e a Polónia, agora também com um número diário de fatalidades muito elevado.

Olhando para os números globais de Portugal e de cada uma das regiões, a verdade é que as infecções se verificaram em praticamente todo o país. A região de Lisboa e Vale do Tejo mantém-se como a mais afectada, com uma ligeira subida de 23.58 para 27.59, mas outras regiões sofreram subidas mais acentuadas, como a região Norte, de 11.96 para 20.15, uma subida de quase 90%.

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O resultado é uma subida que coloca Portugal nos valores mais elevados desde meados de Julho, para 19.01 infecções por 100 000 habitantes, muito próximo de 20, o valor limite para o Reino Unido.

Taxa de novas infecções por 100 000 ao nível regional e nacional
Fonte: Direcção Geral de Saúde
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Esta subida generalizada pode também ser associada a uma nova localização dos focos da doença, que continua a propagar-se para as zonas menos densamente povoadas e do interior, onde a maior idade média da população as torna especialmente vulneráveis.

Lamentavelmente, a DGS deixou de publicar os dados diários das infecções por município, o que torna impossível uma análise mais fina da propagação.

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