Vendas de veículos de Novembro: um em cada seis carros vendidos são eléctricos ou plug-in.

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Mais um mês de angustia sobre a Covid-19, mas para muitos portugueses, mesmo aqueles que estão em tele trabalho, o carro ainda é uma necessidade. Ir às compras, levar as crianças à escola, para a maior parte destes percursos, o carro é uma necessidade. E de facto, numa altura em que tipicamente a venda de carros desce, apenas foram vendidos menos 1500 carros que em Janeiro passado. Os 14627 veículos vendidos em Novembro colocam este mês no 3º mês com maiores vendas desde o fatídico mês de Março.

Valores absolutos de vendas por tipo de motorização.
Fonte: ACAP
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As vendas do mês de Novembro refletem uma ligeira descida face ao mês anterior, o que é um efeito normal do mercado português, onde as vendas de veículos novos sofrem um abrandamento no final de cada ano. Este efeito tem várias causas:

  • Efeito psicológico do novo ano de matricula
  • Pausa para entrada em vigor de novas medidas ficais
  • Adiamento das entregas por parte das marcas, de veículos menos poluentes, de forma a serem registados no contingente do ano seguinte.

De qualquer forma, esta redução não se verificou de igual forma em todas as motorizações. Verificou-se de forma ligeira nos motores a diesel, e de uma forma muito acentuada nos motores a gasolina.

Por outro lado, todas as restantes motorizações, híbrida, eléctrica e plug-in viram as suas vendas aumentar.

Quota de mercado por tipo de motorização.
Fonte: ACAP
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Se olharmos para os pesos relativos de cada uma das motorizações, podemos encontrar alguns padrões interessantes.

Todas as motorizações, excepto a gasolina, ganharam quota de mercado. Trata-se do quarto mês consecutivo onde as vendas desta motorização descem. Estes motores registaram a sua quota de mercado mais elevada nesse durante o mês de Fevereiro, com 51% de todas as vendas, tendo ficado pelos 28% no mês de Novembro. Se contabilizarmos todo o ano até agora, estes motores encontravam-se em 30% de todos os veículos ligeiros vendidos em Portugal. Este movimento não é no entanto de estranhar. Se olharmos para a oferta das marcas, pode-se verificar que uma quantidade significativa de modelos a gasolina, passaram agora a ser exclusivamente oferecidos com motorizações híbridas a gasolina. No entanto, se somarmos as vendas dos veículos a gasolina, com os híbridos, motorização que regista vendas em níveis recorde, ainda assim regista uma quebra significativa, o que nos permite concluir que está de facto a ocorrer uma conversão dos veículos anteriormente a gasolina para os eléctricos e plug-in.

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Curiosamente, as motorizações a diesel registam um movimento oposto, mas muito menos acentuado, sendo que registam o quinto mês consecutivo de aumento das vendas (sendo que durante o mês de Agosto estas registaram uma estabilização). No entanto, quando comparado com o início do ano (43%), com o pico de Abril (53%) ou com a média até ao momento (44%), verifica-se uma estabilidade relativa muito significativa.

Este mês marca ainda dois outros recordes: nunca os casos eléctricos e a gasolina representação uma tão grande quota de mercado, e as vendas de carros movidos puramente a combustão interna foi tão baixa. Concretamente, as vendas de veículos eléctricos e plug-in representaram quase 16% das vendas totais, ao passo que as vendas dos veículos a gasóleo e gasolina não passaram dos 84%. Ambos os valores batem os anteriores máximos e mínimos respectivamente, desde que existem registos.

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Vendas de veículos eléctricos por marca. Fonte:ACAP Clique para ampliar

Olhando apenas para os veículos movidos exclusivamente a baterias, verificam-se alguns movimentos interessantes:

  • A Renault mantém-se irredutível no primeiro lugar
  • A Nissan regressou ao 2º lugar, após vários meses de vendas em baixa, o que mostra a resiliência de um modelo que já mostra alguma idade
  • A Hyundai praticamente duplicou as vendas, o que sugere que as limitações de fabrico foram finalmente ultrapassadas com a abertura da nova fábrica na Europa, dedicada exclusivamente a veículos eléctricos.
  • A Peugeot baixou para a 4ª posição, entregando pouco mais de metade das unidades do mês passado
  • A Tesla fez mais um lote de entregas, mas ao contrário do que acontece habitualmente, onde é habitual que nos meses em que essas entregas ocorram, registe as maiores vendas de todo o mercado, tal não aconteceu este mês. Não porque tenha entregue menos unidades, mas porque as outras marcas registaram vendas bastante mais elevadas e consistentes.
  • A VW não estar a entregar os novos ID.3 nos mesmos volumes que no resto da Europa ou por falta de vendas ou por falta de capacidade de entrega

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