Segundo mês de vacinações em números: novo record de doses num único dia: 45000.

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Passou mais um mês na luta contra a pandemia, e desta vez Portugal encontra-se em muito melhor estado, não só porque os casos estão em queda livre, mas também porque o plano de vacinação está a correr bastante bem. E ao contrário do que possa parecer, os dois não estão relacionados. Ainda não existe um efeito visível da vacinação, mas isso veremos à frente.

Vacinações e infecções diárias. Fonte: DGS

Nas últimas 4 semanas, foram batidos novos recordes em cada uma das nas últimas 3. E não foi só porque se deu início às segundas doses de grade parte dos lares. De facto, tínhamos previsto que na semana de de 9 de Fevereiro haveria um pico de vacinações. Isto acontece como consequência dos 21 dias de intervalo do grande número de vacinas dado na semana de 18 Janeiro. Visto que estas vacinas foram armazenadas desde o dia em que a primeira dose foi dada, não existe aqui grande notícia.

A novidade vem que juntamente com essas segundas doses, uma quantidade significativa de primeiras doses também foi data, resultando no primeiro recorde do mês, com 37 000 vacinas num único dia.

Depois na semana de 18 de fevereiro, novo recorde, mas neste caso em primeiras doses, até às 40 000 doses dadas no dia 19 de Fevereiro. Finalmente, no dia 24, chegou uma nova e maior remessa de vacinas, o que resultou num terceiro record do mês com 44 500 doses, a maioria delas, primeiras doses.

De notar que este mês foram administradas uma quantidade significativa de doses da AstraZeneca. Visto que esta vacina tem um intervalo entre doses diferente das da Pfiser/BioNtech, o ritmo vai passar a ser bem menos previsível.

Média diária de vacinações. Fonte: DGS

Se os máximos diários demonstram a capacidade de vacinação do país, o que interessa é a cadência a médio prazo, e esta é dependente do fornecimento de vacinas. Neste caso, o aumento do fornecimento é evidente. Desde o ponto mais baixo atingido a 8 de Fevereiro, a média atingida no dia 28 de Fevereiro excedeu as 26 000 doses diárias. Considerando que esta subida foi baseada em primeiras doses, espera-se um mês de Março bastante interessante.

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Total de infecções e vacinacões. Fonte: DGS

O outro dado marcante deste mês é que pela primeira vez Portugal já administrou mais doses que a totalidade de portugueses infectados com Covid-19. Ainda não corresponde a imunizações completas, mas lá chegaremos.

Percentagem da população infectada nos países da UE, EEA e Reino Unido. Fonte: OurWorldInData

A consequência dos números de Fevereiro é a posição ocupada por Portugal quando comparado com os parceiros Europeus, bastante acima da média da UE, e de países como Alemanha ou o Reino Unido. De notar que o Reino Unido está a dar primazia a primeiras doses da vacina da AstraZeneca, com um intervalo de 12 semanas, pelo que os resultados não são directamente comparáveis.

Os efeitos da vacinação

A vacinação nos lares começou a 4 de Janeiro, e se os resultados começam a ser visíveis quase imediatamente, ainda não se fazem sentir na escala nacional. O efeito da vacinação começará a ser visível quando a fração de infectados das populações que estão a ser vacinadas começar a descer a níveis nunca atingidos.

Fracção de casos por faixa etária. Fonte: DGS

De facto não é isso que se verifica, mas o oposto. Fruto do confinamento actual, onde a população activa tem um papel mais relevante na redução de casos, a fracção infecções pelas faixas etárias mais velhas registou uma subida no último mês. Por outro lado, resultado da fase descendente da última vaga, a taxa de mortalidade também está a ser alterada, pelo que não será possível obter valores significativos por essa via.

Não se trata de uma má notícia. Significa apenas que os resultados obtidos nas últimas semanas devem-se exclusivamente ao confinamento.

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