Reguengos no topo, mas novos máximos em Cascais, Oeiras e Mafra

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Novas infecções por 100 000 habitantes nos 7 dias anteriores nos municípios com mais infecções
Fontes: DGS, INE, Cálculos próprios
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Esta semana, o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, veio a público criticar as repostas das autoridades de Saúde no combate à Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo em geral, e no municio de Lisboa em concreto.

De facto, se olharmos para a evolução do número de novos casos no município de Lisboa, pode-se verificar que o município de Lisboa semana após semana tem mantido um número constante de novas infecções, embora com um ligeiro crescimento.

A novidade da semana é o concelho de Reguengos de Monsaraz, onde um surto num município com uma pequena população atinge imediatamente grandes proporções. Neste município a taxa de novas infecções excedeu os 150 casos por 100 000 habitantes, uma das maiores taxas vistas em Portugal, apenas excedido pelo surto de Ovar. A razão pela qual ainda não foi implementada uma cerca sanitária à volta deste município não é clara, uma vez que a propagação para a cidade de Évora é um risco imediato. É possível que se trate de uma estratégia de relações públicas, de forma evitar dar uma imagem ao exterior de problemas na contenção da pandemia, como está neste momento a acontecer em Espanha.

No entanto, o elefante na sala continua a ser a região de Lisboa e Vale do Tejo, cuja propagação da pandemia continua imparável, mas não especialmente descontrolada. Debruçaremos-nos sobre este tema mais tarde.

O que está a acontecer na região de Lisboa e Vale do Tejo pode ser descrito como uma sequência de avanços e recuos nos vários municípios que a compõem. À exceção do concelho da Amadora, onde tem persistentemente mostrado valores extremamente elevados de propagação, nos restantes concelhos, as subidas e descidas significativas são sucessivas. Há uma semana, o concelho de Odivelas dominava a tabela. Esta semana, encontra-se atrás de municípios como Amadora, Sintra e Cascais, tendo este último registado uma subida quase para o dobro da semana passada.

As más notícias desta semana estão precisamente nos municípios de Cascais, Oeiras, Moita e Mafra, onde foram atingidos valores recorde para cada um desses municípios. Mesmo o município de Lisboa apresenta esta semana um novo máximo. Não que a subida seja significativa, mas é a 5ª semana de subidas consecutivas, sem que nenhuma medida tenha sucesso na contenção da propagação.

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Infecções activas por 100 000 habitantes nos municípios com mais infecções
Fontes: DGS, INE, Cálculos próprios
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Finalmente, há também uma novidade mais a norte. Depois de semanas de descida consecutivas, é agora visível uma subida num conjunto de municípios do Norte, pequena mas visível em todos eles: Paços de Ferreira, Póvoa do Varzim, Vila Nova e Gaia e Santa Maria da Feira. Todos os novos surtos começam por ser uma pequena subida. Esperemos apenas que não se trate do início de uma subida sustentada.
A notícia menos má da semana, é que o número de infecções activas manteve-se estável em quase todos os municípios excepto Oeiras, Cascais e Mafra, onde o número de pessoas actualmente infectadas sofreu uma subida significativa. No entanto, os números de pessoas infectadas na Amadora, Lisboa, Sintra e Odivelas, continua a ser extremamente elevado, correspondente aos locais onde é mais provável encontrar-se com uma pessoas infectada com Covid-19.

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