Evolução da Covid-19 nos municípios com mais de 100 infecções

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Hoje a DGS anunciou que houve pouco menos de 200 novos casos de Covid-19 a nível nacional. No entanto os números publicados a nível municipal pintam um número muito diferente. Para começar, porque aparentam contar o número de casos activos, e não apenas os novos casos.   Olhando para a evolução dos casos por municípios, os números ficam significativamente diferentes. Para começar, nota-se que existem valores negativos, o que pode ser explicado por se referir ao números de infecções activos, e não totais. Em segundo lugar, nota-se um pico de transmissão em Vila Nova de Gaia, Loures, Matosinhos, Guimarães e Lisboa. No sentido oposto, uma redução significativa no Porto. Esta evolução dá força à opinião de alguns especialistas que a reabertura do país deve ter em conta a localização geográfica, no entanto, isto implicaria que uma quantidade significativa de municípios do norte teriam um atraso na abertura. A gritaria no espaço público seria insuportável…  

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É oficial, o COVID-19 é muito mais perigoso que a gripe. A mortalidade em Nova York excede a de Itália.

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Agora já é oficial. Quando virem alguém comparar o Covid-19 à gripe, já podem chamar de ignorante, usar a opção “Ocultar tudo” do Facebook ou simplesmente virar as costas. No passado dia 17 a Bélgica tornou-se no país com maior taxa de mortes per capita por Covid-19. Nessa data atingiu as 42 mortes por cada 100 000 habitantes, ou 0.0042% da população total. Esse número desde então subiu para as 52 mortes ou 0.005% da população total. Este valor é fundamental porque coloca um patamar mínimo na taxa de fatalidade da Covid-19, e podemos e entendê-lo da seguinte forma: se a Bélgica tivesse atingido a imunidade de grupo, este teriam sido as fatalidades necessárias para tal ser atingido. Ora, é obvio que amanhã haverão ainda novas infecções e novas mortes, pelo que sabemos à partida que este valor está errado, mas no entanto marca o valor mínimo, que será actualizado todos os dias. Entra o estado de Nova York. Estado de Nova York regista hoje o trágico registo de 101.2 mortes por 100 000 habitantes, ultrapassando a Bélgica. Este valor é tão mais importante quando comparado com a mortalidade provocava pela gripe em todos os Estados Unidos. Ora, o gráfico é suficientemente explícito …

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Não há nenhum problema no Norte. O problema é no Porto. Infecções per capita nos maiores municípios.

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Quando Rui Moreira veio para a praça pública indignar-se sobre a notícia da TVI sobre o número de infecções no Norte, fê-lo como representante do norte. Não que o Norte o tenha nomeado como representante, o que causou grande estranheza junto de outros autarcas do Norte. No entanto, a indignação de Rui Moreira tinha um objectivo particular: desviar a atenção do Porto, e centrar as notícias em toda a zona Norte, diluindo os resultados do distrito do Porto. Se partirmos o problema por município aparece uma imagem que é muito distinta daquela que havia anteriormente.   De facto, se olharmos para a tenção para os dados agregados por município, sobressaem um conjunto muito interessante de detalhes: No top 15 de infecções per capita estão 9 municípios do distrito do Porto 14 dos 18 municípios do distrito do Porto estão no topo dos municípios com maior taxa de infeção A taxa de infecções no Porto é mais que o dobro da de Lisboa É portanto claro que não há um problema no Norte. Havia um problema em alguns municípios do distrito de Aveiro, e um enorme problema no distrito do Porto, onde, aí sim, Rui Moreira tem grande responsabilidade política. Este facto tem sido ignorado, …

Bélgica é desde hoje o país mais afectado pelo COVID-19. O que acontece quando o lockdown não é respeitado

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Alguma coisa correu mal na Bélgica. A Bélgica reconhecidamente reagiu algo tarde à pandemia do Covid-19, e apenas implementou medidas de contenção no dia 18 de Março, quando já havia registado mais de 1000 infecções e 18 mortos. Desde essa data, passaram 29 dias, e as medidas de contenção parecem não estar a funcionar, como se pode verificar no gráfico abaixo:     Após as medidas iniciais, tudo parecia estar a correr com alguma normalidade, em linha com que esteva a acontecer noutros países, como França, Holanda e Reino Unido. Não que as coisas tenham corrido particularmente bem nesses países, mas não estavam ao nível de Espanha ou Itália. As coisas começaram a pender para o pior em torno do dia 9 de Abril (o que tendo em conta o tempo médio entre a infecção e a fatalidade, corresponderam a infecções em torno de 21 de Março) quando os números começaram a disparar. E tal tem acontecido desde então, a um ritmo superior ao da Espanha ou Itália se tivermos em conta a população de cada um dos países, até à meia noite de ontem, onde o número de fatalidades por cada 100 000 habitantes atingiu as 42, excedendo os …

Pestilência, iliteracia ou apenas azar? Algo está a correr mal no Norte e Centro, e a curva está quase plana

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Na última publicação já tinha levantado o tema dos maus resultados que a zona norte estava a apresentar em relação ao resto do país. Na realidade, o problema não é apenas na zona Norte, a zona Centro também está com problemas, e talvez igualmente graves. Vamos ver os gráficos: A zona norte sempre apresentou uma maior taxa de infecções per capita que o resto do país, o que pode ter várias razões. Mas esse não é o problema. O problema é que o Norte continua a subir a taxa de infecções a uma velocidade muito maior que o resto do país (com excepção do Alentejo, mas com valores muito mais baixos). Nos próximos 5 dias, com o avançar do tempo após o período da Páscoa, será natural observar um aumento da taxa de infecções, mas esperemos que episódios como este não voltem a fazer disparar as infecções no Norte. O Norte não está isolado no que diz respeito a problemas: Não só as região do Norte tem mais infecções, como a taxa de fatalidades por habitante excede a de qualquer outra região. Na verdade é três vezes superior à média nacional. No entanto a zona Centro também apresenta um valor que é o …

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O que se passa no norte??? A pandemia por região de Portugal

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Há algum tempo que se notava que existia algo de errado na região norte de Portugal. Os números da pandemia pareciam excessivos quando comparados com as restantes regiões do país. Mas alguns gráficos devem melhorar a perspectiva da coisa. De facto passa-se alguma coisa de errado no norte. A taxa de infecções é mais do dobro de qualquer outra região do país, e o triplo da média nacional. Estes resultados vão contra a lógica característica das evoluções epidémicas: maiores aglomerações populacionais desenvolvem maiores taxas de infeções, e de facto esta regra é visível no resto do país: a região de Lisboa e vale do Tejo apresenta maiores taxas que as restantes regiões, sendo que o valor é mais baixo nas menos densamente populadas, Alentejo e Açores. Este desvio face ao expectável acontece também na taxa de fatalidades. Neste caso o desvio é de duas ordens: Novamente o norte apresenta valores mais elevados, o que é explicável pelo maior número de infecções, mas não o suficiente. De facto, o número de fatalidades por infecção no Norte excede a média. Portanto, não só há mais infecções no norte, como os infectados estão a morrer mais. O centro aparece também com um número …

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Portugal entre os outros países da UE

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Na última publicação choveram críticas e acusações de que os países que estavam a ser comparados estavam a ser escolhidos da dedo. De forma a garantir que esse tema fica encerrado de uma vez por todas, vai agora um gráfico dos resultados de Portugal face aos restantes países da UE e ainda UK e Suíça. Um facto interessante contagem do UK é que os números de fatalidades passadas são diariamente revistos para praticamente o dobro, uma vez que as estatísticas diárias referem-se a fatalidades que ocorreram há mais de 5 dias atrás. Tendo em conta que em Portugal e Espanha a contagem dos mortos é feita num prazo de 24 horas, escapa-me como num país avançado como no UK tal possa não acontecer. Uma imagem vale mais de 1000 palavras. No entanto esta imagem não conta a história toda, pois trata-se de uma imagem estática de algo que está em movimento rápido neste momento, mas isso para para mais abaixo. Aqui podemos ver que Portugal se encontra sensivelmente a meio da tabela. No entanto, esse meio da tabela esconde mais alguns detalhes. Com melhores resultados encontram-se apenas países a este da Alemanha, incluíndo a própria Alemanha. Sabendo que o vírus …

Como está Portugal em relação aos outros países

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Ora, já vimos que Portugal está a achatar a curva de infecção. Esta tendência de achatamento é efectivamente uma constante desde que as medidas de afastamento social e os valores são consistentemente de descida desde o dia 18 de Março. Esta descida é de tal de forma que pode até ser excessiva. Uma das ironias desta pandemia é precisamente o facto de que não é desejável pará-la. Obter o mesmo resultado que a China obteve em Wuhan causa dois problemas: Qualquer contenção da epidemia só pode ser mantida se se cortarem todas as ligações que permitam o trânsito de pessoas. Qualquer falha nesta contenção de um passageiro que não seja imediatamente detectado e que falte à quarentena, permitirá que a infecção grasse novamente descontrolada por uma população não imunizada. Esta contenção terá necessariamente de ser mantida até que haja uma vacina, que pode demorar pelo menos mais 6 meses, embora 12 a 18 meses seja o prazo mais provável. É neste ponto em que a China se encontra, e a razão pela qual está a investir tanto em encontrar uma vacina. Mesmo com a infecção contida, as medidas de afastamento social, e os consequentes efeitos na economia durarão até que …

Um mês depois da primeira infecção, como está o COVID-19 em Portugal?

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A primeira infecção de Covid-19 registada em Portugal foi no dia 2 de Março. Desde dia para cá o país mudou. Mas antes de percebermos como será o país no futuro, é importante percebermos onde estamos. Nesse fatídico dia foi também criado um modelo de previsão de infecções, fatalidades e recuperações, que tinha como base um conjunto de indicadores de outros país, em especial a Coreia do Sul. Este modelo tem sido extremamente fiável em perceber onde estávamos, e onde estamos agora. Este era a previsão feita a 15 de Março tendo com base a tendência até essa data. Com esses valores, teríamos hoje mais de 100 000 infectados, e os hospitais teriam sobrelotados a 23 de Março, numa realidade em tudo similar à espanhola. Foram então tomadas as medidas de isolamento contra o contágio. Como em Portugal os números de infecções sempre foram muito abaixo dos 1000, foi usada uma janela rolante dos valores de forma a alisar valores de pico sem significado real. Os resultados das medidas de isolamento tiveram efeito 5 dias depois de encetadas, exactamente segundo a previsão, e demonstram que a tendência tem sido consistentemente de baixa, sem que as medidas tivessem sido significativamente restritivas. …

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Quanto vale a Autoeuropa para o PIB ? 1% do PIB ? Não, 0.3%.

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Com a greve na Autoeuropa, falou-se que poderia abandonar o país, levando consigo cerca de 1% do PIB e 3% das exportações. Mas qual é a realidade da Autoeuropa? Quanto é que realmente contribui para o país? O valor das exportações está correcto, mas o do PIB está brutalmente inflacionado. A Autoeuropa foi dada como um dos mais importantes polos industriais do país, contribuindo para uma fracção muito significativa das exportações nacionais no ano em que abriu, chegando a ser responsável por 12% de todas as exportações nacionais em 1997. No entanto, nos 20 anos que passaram muita coisa mudou, mas uma pequena mentira subsistiu ao longo dos anos: a contribuição para o PIB. Ainda hoje, se consultarmos a página da Autoeuropa podemos ver a seguinte tabela. Os números publicados pela própria Autoeuropa são então deveras interessantes, e incluem o número de veículos fabricados, bem como o volume de negócios. A partir daqui vamos poder fazer os cálculos necessários. Ora, alguns valores interesantes, e que servirão para enquadrar a Autoeuropa- O preço médio de venda de cada veículo foi de 17.960€. Sendo essencialmente compostos por VW Scirocco e VW Sharan. Se compararmos os preços de venda ao público desses veículos, sem impostos, respectivamente …

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